Street Fighter Vale a Pena? O Que a Crítica Disse — e Por Que a Nota Não Para de Mudar

crítica de Street Fighter
Street Fighter estreou nos cinemas brasileiros em 15 de outubro de 2026, distribuído pela Paramount | Imagem: vitalthrills.com

Pode descansar e ler este artigo com segurança, pois ele não contém spoilers do filme.

O filme estreou nos cinemas brasileiros em 15 de outubro de 2026, distribuído pela Paramount, um dia antes dos Estados Unidos.

E se você pesquisou a nota antes de comprar o ingresso, provavelmente encontrou números diferentes em cada site: 38%, 40%, 41%, 42%, 43%. Nenhum está errado e vale entender por quê, porque isso muda completamente como você lê a crítica de Street Fighter.

A nota que não para de mudar

A crítica de Street Fighter no Rotten Tomatoes não é uma nota fixa. É uma percentagem de críticas positivas, recalculada a cada nova avaliação que entra.

Nos primeiros dias de um lançamento, com poucas dezenas de críticas contabilizadas, cada nova resenha mexe no número. Por isso:

  • Com 43 críticas, o filme marcava 43%
  • Com 49 críticas, caiu para 41%
  • Em outra contagem, apareceu com 42%

No Metacritic, que usa média ponderada em vez de percentagem, a pontuação ficou em 45.

Com isto pode-se dizer que a crítica de Street Fighter está estável na casa dos 40%, o que já é mais alta do que as adaptações anteriores da franquia, e ainda assim claramente mista.

Atenção: a nota do público ainda não existe

Este aviso é importante porque quem consultar agora vai ser enganado por um número.

O Popcornmeter, a nota do público no Rotten Tomatoes, aparece em 0%. Isso não significa que o público detestou. Significa que praticamente ninguém votou ainda porque o filme acabou de estreiar e as notas de audiência só se tornam confiáveis depois do primeiro fim de semana.

Se quiser uma leitura honesta da reação do público, espere alguns dias antes de olhar esse número.

O que a crítica de Street Fighter elogiou

O Rotten Tomatoes apontou que a crítica de Street Fighter tem consenso em quatro pontos:

As sequências animadas. É o elogio mais repetido. Jack Shepherd, do GamesRadar+ escreveu que “o filme brilha durante as sequências animadas”. Tessa Smith, do Mama’s Geeky, achou a animação “tão bonita” que ficou a desejar que o filme inteiro fosse assim.

O serviço ao fã. As referências aos jogos estão por todo lado e funcionam para quem as reconhece.

A ação. Tom Jorgensen, da IGN, considerou a ação “muito bem executada”. Bill Bria, do Slashfilm, achou as lutas divertidas, apesar do abuso da câmera lenta.

Parte do elenco. Callina Liang como Chun-Li e Andrew Koji como Ryu foram destacados. E David Dastmalchian como M. Bison, segundo a Consequence, está “se divertindo deliciosamente”.

As lutas foram elogiadas pela execução, mas criticadas pela filmagem em planos fechados que esconde a coreografia | Imagem: ingresso.com

O que a crítica de Street Fighter condenou

Aqui a lista é mais longa, e é o lado da crítica de Street Fighter que vale conhecer antes de pagar o ingresso.

O roteiro. Grant Watson, do Fiction Machine, foi direto: o roteiro “não contém nenhuma piada, na verdade”. Rodrigo Perez, do The Playlist, disse que a história é daquelas que “uma criança de 11 anos consideraria perfeitamente adequada”.

O tom. Frank Scheck, do Hollywood Reporter, descreveu “uma bagunça tonal”, oscilando entre o sério e a paródia sem decidir o que é.

O excesso. Shepherd aponta que o maior defeito do filme é “simplesmente tentar fazer coisas demais”. Tem personagens demais, subtramas demais, e tudo isso em apenas 119 minutos.

A fotografia das lutas. Watson observa que os combates são filmados em planos médios e closes que escondem a coreografia. Trace Sauveur, do Awards Watch, achou os efeitos digitais feios.

A divisão real: é um filme ou um desenho animado ao vivo?

Esta é a parte mais interessante de toda a crítica de Street Fighter, e explica por que as resenhas parecem contraditórias. Os críticos se dividiram não sobre a qualidade, mas sobre o critério de julgamento.

De um lado, quem avaliou como filme: história incoerente, tom instável, sem clímax satisfatório. A io9 resumiu que a trama distrai da ação em vez de a sustentar. A Variety disse que começa bem e perde o ritmo.

Do outro, quem avaliou como outra coisa. A Consequence comparou o resultado a um desenho animado em carne e osso, e sugeriu que os critérios convencionais de cinema talvez não se apliquem. O Next Best Picture chamou de melhor adaptação de jogo de luta já feita, ressalvando, com honestidade, que a régua de comparação é baixa.

A pergunta que decide a sua sessão é essa, e nenhuma crítica de Street Fighter a responde por você: quer um filme, ou quer o jogo na tela?

O elenco mais inusitado do ano

Vale registrar, porque é parte da experiência.

A direção é de Kitao Sakurai, e o elenco mistura atores com lutadores e músicos:

  1. Noah Centineo — Ken Masters
  2. Andrew Koji — Ryu
  3. Callina Liang — Chun-Li
  4. David Dastmalchian — M. Bison
  5. Jason Momoa — Blanka
  6. Roman Reigns — Akuma
  7. Cody Rhodes — Guile
  8. 50 Cent — Balrog
  9. Vidyut Jammwal — Dhalsim
  10. Olivier Richters — Zangief
  11. Orville Peck — Vega
  12. Mel Jarnson — Cammy
David Dastmalchian como M. Bison é um dos pontos mais elogiados pela crítica | Imagem: divulgação - Paramount Pictures

Dois campeões da WWE, um rapper, um cantor country e um dos homens mais altos do cinema. É uma escolha de escalação que explica tanto os elogios ao espetáculo quanto as reclamações sobre excesso de personagens.

O final divide ainda mais

Sem entrar em spoilers, há uma reclamação recorrente que você deve conhecer antes de entrar na sala: o filme não fecha.

Rodrigo Perez escreveu que é “quase não um filme completo”. Grant Watson disse que termina sem um clímax satisfatório. Várias resenhas apontam um desfecho abrupto, com cara de preparação para continuação.

Se você detesta filme que acaba a montar a sequência, considere isso no cálculo.

O que esta nota diz sobre as adaptações de jogos

Vale uma leitura mais ampla, porque o caso é sintomático.

Um crítico chamou o filme de melhor adaptação de jogo de luta já feita e, na mesma frase, admitiu que a régua de comparação é baixa. Essa ressalva é o retrato do problema.

As adaptações que mudaram a reputação do gênero nos últimos anos acertaram pelo mesmo motivo: trataram o jogo como ponto de partida e construíram uma história que funciona sozinha. A crítica de Street Fighter aponta exatamente o contrário dizendo que um filme tão dedicado a reproduzir o material de origem que esqueceu de sustentar quem não o conhece.

É a diferença entre adaptar e ilustrar.

Você pode ver mais detalhes sobre este assunto no nosso artigo sobre por que as adaptações de jogos finalmente funcionam.

Então, vale a pena?

A crítica de Street Fighter aponta para uma resposta que depende inteiramente de quem você é:

Vale se: você jogou Street Fighter, reconhece os personagens e quer vê-los em movimento, com lutas bem executadas e um vilão que se diverte em cena. O filme foi feito para você, e a imprensa reconhece isso.

Não vale se: você está entrando de fora, sem ligação com os jogos. O consenso é que o roteiro não sustenta o interesse de quem não tem nostalgia investida. Alonso Duralde, do The Film Verdict, chamou de “quase esquecível” e disse que funciona só para superfãs.

Comercialmente, o filme vinha com projeção de abertura em torno de US$ 30 milhões nos Estados Unidos, depois de arrecadar cerca de US$ 4 milhões nas pré-estreias.

Perguntas frequentes sobre a crítica de Street Fighter

Qual a nota da crítica de Street Fighter no Rotten Tomatoes? Na casa dos 40% da crítica, variando conforme o número de resenhas contabilizadas. No Metacritic, 45.

Por que a nota do público está em 0%? Porque quase ninguém votou ainda. O filme acabou de estrear, e esse número só passa a significar algo depois do primeiro fim de semana.

Quanto tempo dura? 119 minutos.

Precisa conhecer os jogos? Não é obrigatório, mas a crítica de Street Fighter é unânime em dizer que o filme rende muito mais para quem conhece.

Tem cena pós-créditos? Várias resenhas apontam um final construído para continuação. Vale ficar até o fim dos créditos.

O que esperar da sessão

A crítica de Street Fighter aponta para um filme que não vai mudar a reputação das adaptações de videogame e que esse trabalho ficou com outras produções. Mas também não é o desastre que a franquia já produziu antes.

É um espetáculo colorido e barulhento, feito com afeto por quem conhece o material, e sem a disciplina narrativa que o faria funcionar para todo mundo.

E você, já viu? Conte nos comentários se saiu satisfeito ou se o roteiro estragou a festa. Para efeitos de comparação, aqui no CineChave você pode também ver as melhores adaptações de jogos para assistir agora.

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[…] no CineChave e veja a crítica sobre este filme que promete muito. Para além disso, cobrimos as adaptações de jogos com guias, análises e […]

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2 dias atrás

[…] O que os reuniu todos foi criticado por tentar fazer coisas demais. Voce pode ver o que diz a crítica de Street Fighter e por que a nota não para de mudar neste […]

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