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ToggleAtenção: este artigo revela o desfecho completo do primeiro filme. Se ainda não assistiu, talvez prefira voltar depois.
Wicked chega ao catálogo brasileiro da Netflix em 21 de agosto de 2026, segundo o calendário oficial divulgado pelo Omelete — e uma parte considerável do público vai descobrir o filme agora, quase dois anos depois da estreia nos cinemas.
E vai descobrir também que ele termina no meio.
O final de Wicked deixa a tela escurecer com Elphaba no ar, uma amizade partida e a palavra “continua”. Se você chegou até aqui com perguntas — por que ela recusou o Mágico, por que Glinda ficou, por que ela vira a Bruxa Má do Oeste —, este artigo explica o final de Wicked do começo ao fim.
Onde o filme chega antes do final de Wicked
Para o final de Wicked fazer sentido, vale recuperar o essencial.
Elphaba (Cynthia Erivo) nasceu com a pele verde e cresceu tratada como aberração. Na universidade de Shiz, acaba dividindo quarto com Glinda (Ariana Grande) — popular, ambiciosa e inicialmente cruel com ela. Contra todas as expectativas, as duas viram amigas de verdade.
Elphaba tem um dom raro: consegue ler o Grimmerie, o livro de feitiços que ninguém mais decifra. É esse talento que lhe garante o convite mais desejado de Oz — uma audiência com o Mágico, na Cidade das Esmeraldas.
Ela vai convencida de que vai encontrar um salvador.
A revelação que prepara o final de Wicked
Aqui está o ponto de virada do filme.
O Mágico de Oz (Jeff Goldblum) não tem poder nenhum. É uma fraude — um homem comum que construiu autoridade sobre encenação e medo.
Pior: ele e Madame Morrible (Michelle Yeoh) são os responsáveis pela perseguição aos Animais falantes de Oz, que vinham perdendo a voz e os direitos ao longo de todo o filme. Não era um mal difuso da sociedade. Era política de Estado.
E há um detalhe cruel na mecânica. Quando Elphaba usa o Grimmerie a pedido deles, o feitiço dá errado: os macacos do Mágico ganham asas e sentem dor. Ela percebe, ali, para que o próprio dom estava sendo usado.
Por que Elphaba recusa a oferta do Mágico
O Mágico propõe uma parceria. Elphaba diz não.
A recusa tem três camadas que valem ser separadas, conforme detalhou o ComingSoon:
- A admiração acabou. Ela descobriu que ele é fraudulento, e a figura que idolatrava desde criança se desfez.
- Ele é o culpado. A perseguição aos Animais partia dele — e ela tinha passado o filme inteiro tentando combatê-la.
- Ela se reconhece nos Animais. Elphaba passou a vida sendo tratada como excluída pela cor da pele. Os Animais são excluídos pela espécie. É a mesma lógica.
Este último ponto é o que torna a decisão do final de Wicked inevitável. Aceitar seria virar cúmplice da máquina que a produziu.
O clímax do final de Wicked: a fuga na vassoura
A sequência que fecha o final de Wicked é a mais famosa do filme, e vale entender a mecânica dela.
Depois da recusa, o balão do Mágico é destruído e os guardas cercam as duas. Só que apenas Glinda é capturada — Elphaba consegue enfeitiçar uma vassoura e escapar pela janela.
O que ela canta no ar não é uma declaração de maldade. É o oposto: uma promessa de enfrentar a crueldade do regime contra os Animais.
Repare na ironia que sustenta toda a franquia: o momento em que Elphaba se torna publicamente “má” é exatamente o momento em que ela faz a coisa mais correta do filme.
E a tela fecha com um cartão de “continua”.
Por que Glinda fica para trás no final de Wicked
Esta é a pergunta que mais divide o público, e a resposta não é covardia.
Glinda tem a chance de partir com Elphaba. Escolhe ficar.
A leitura mais generosa — e provavelmente a correta — é que ela entende algo que a amiga não pode admitir: alguém precisa continuar dentro do sistema. Elphaba escolhe a verdade e perde toda a influência. Glinda escolhe a influência e perde a verdade.
Nenhuma das duas está inteiramente certa. É por isso que a história funciona.
O que Morrible faz a seguir
O último movimento do filme é político, não mágico.
Morrible anuncia publicamente que Elphaba é uma “bruxa má”. Numa frase, transforma uma dissidente em monstro — e o resto de Oz aceita a versão sem questionar.
Depois liberta Glinda e a posiciona como o rosto público destinado a se opor à antiga amiga.
É aqui que o final de Wicked mostra a que veio. A vilania de Elphaba não é um facto: é uma campanha de comunicação bem-sucedida.
Em paralelo, os estudantes evacuam Shiz, Fiyero (Jonathan Bailey) foge a cavalo, e o pai de Nessarose sofre um ataque cardíaco ao receber a notícia.
As ligações do final de Wicked com O Mágico de Oz
O filme está cheio de acenos ao clássico de 1939, e alguns passam despercebido.
- A vassoura. É a mesma que Dorothy será enviada a buscar décadas depois.
- O caminho de tijolos amarelos. Numa cena com o Mágico, é Glinda quem escolhe a cor do caminho.
- A bolha rosa de Glinda replica a do filme original.
- O motivo musical “Unlimited” de Elphaba usa as mesmas notas da canção mais famosa de 1939 — um detalhe que a maioria dos espectadores sente sem identificar.
- Idina Menzel e Kristin Chenoweth, as Elphaba e Glinda originais da Broadway, aparecem numa participação durante a sequência da Cidade das Esmeraldas.
O que acontece depois: onde ver a continuação
O final de Wicked não é um final — é uma metade.
A conclusão da história está em Wicked: Para Sempre (Wicked: For Good), que estreou nos cinemas em novembro de 2025 e retoma exatamente de onde o primeiro parou. Elphaba passa a ser inimiga do Estado; Glinda, uma figura pública controlada pelo regime.
Uma ressalva prática: os acordos de streaming variam por país e mudam com frequência. O primeiro filme entra na Netflix brasileira em 21 de agosto, mas a segunda parte pode estar noutra plataforma ou disponível apenas para aluguel na sua região. Vale conferir antes de contar com a maratona seguida.
Perguntas frequentes sobre o final de Wicked
Elphaba é a vilã da história? Não. O filme mostra que o rótulo de “bruxa má” foi construído por Morrible e pelo Mágico para neutralizá-la politicamente.
Por que ela recusou o Mágico? Porque descobriu que ele não tinha poderes e era o responsável pela perseguição aos Animais falantes de Oz.
Glinda traiu Elphaba? Não exatamente. Ela escolhe permanecer dentro do sistema em vez de fugir — uma decisão ambígua, que a continuação desenvolve.
Tem cena pós-créditos? Não. O filme encerra com um cartão indicando continuação.
Quando Wicked chega à Netflix no Brasil? Em 21 de agosto de 2026.
Precisa ter visto O Mágico de Oz? Não é necessário, mas ajuda a identificar as várias referências ao clássico de 1939.
Vale a pena assistir Wicked?
Se você evitou Wicked por achar que era só um musical colorido sobre bruxas, o final de Wicked desmente isso sozinho. Por baixo dos números e do figurino, é uma história sobre como sociedades constroem monstros — e sobre o preço de escolher entre a verdade e a influência.
A única ressalva séria é estrutural: são quase três horas que terminam sem resolver nada. Quem tem baixa tolerância a cliffhanger talvez prefira garantir acesso às duas partes antes de começar.
E você, ficou do lado de Elphaba ou entendeu a escolha de Glinda? Conte nos comentários. Continue no CineChave: toda semana trazemos os finais explicados dos maiores lançamentos do streaming.
